- E aí, o que você tem?
- Estou apaixonado.
- Mas isso eu sei, está namorado faz tempo, não podia ser diferente.
- Mas não é por ela.
- Está brincando?! Estão tão bem...
- É, eu sei e não pretendo me separar... Ela me faz bem.
- Ela te faz bem ?! Está apaixonado por outra e fica com essa porque ela te faz bem?
- É... - longo suspiro - A outra não é pra mim, mas sei que a amo.
Silêncio
- Você não me entenderia
- Não eu não te entenderia.
- É como ter uma maçã em suas mãos e ao longe avistar um limão. A simples distância entre mim e o limão já o torna mais doce ao meu paladar do que a maçã que tenho em mãos.

Owwnnnn, amei vei! O final intão nem se fala! Doce é exatamente a palavra que eu já deveria ter usado para definir seus textos. Não na melancolia do "Doce" em si. Mas, mais no sentido de que por ser tão curto e especifico, valoriza vários sentidos dentro de cada palavra dentro do texto! Resumindo: É como comer um pequeno doce de avelã, e depois poder morrer, sem precisar mais de nada! Bjux Cabron!
ResponderExcluirmuito bacana!
ResponderExcluirBello texto começa de uma maneira abstrata e tem um final pendente para a corrente do concretismo Vc está de parabens um texto doce como a maçã e aguçado como a citricidade do limão.
ResponderExcluirpara você Manuel Bandeira:
ResponderExcluirCÉU
(Manuel Bandeira)
A criança olha
Para o céu azul.
Levanta a mãozinha,
Quer tocar o céu.
Não sente a criança
Que o céu é ilusão;
Crê que o não alcança,
Quando o tem na mão.