Hoje me parece tão natural que eu me sinta assim, como se tivesse mais erros que acertos, como se meus próprios acertos fossem erros que eu me esqueci de pontuar. Nesse relativismo mundano, em que todo errado é certo enquanto é útil, todo amargo é doce enquanto não há prova, o meu postulado da vida entra em metamorfose e toda a sua erística deixa de me perturbar.
O único mundo que me satisfaz é o dos sonhos, onde os profetas são mudos, os moralistas são cegos e todo barulho é surdo. Me deleito em sonhar impossibilidades, como se assim pudesse revogar a vida, como se assim não me submetesse àquele inerte destino que me sangra. De maneira impalpável esse mundo me toca e se funde criando a paz de sentir as verdadeiras sensações, de ter os verdadeiros sentimentos; os sem nome, exemplo ou descrição, os sem positivismo plausível que toque uma colcheia de seu compasso.
Enquanto que de forma natural prossigo a vida como em uma peça de teatro, com um público que me assiste como um crítico assíduo de todas as épocas. A mim, apenas resta a naturalidade de lidar com os fatos como fruto dos sonhos, como a sombra do mundo que satisfaz, cheios de erros mas com verdadeiras tentativas de plenitude.

aiii!!! como eu adoro quando ela escreve, mesmo quando leva dias para isso!
ResponderExcluirashsah, eu vou dar um puxão de orelhas na Lívia, até arrancá-las! Eu sempre digo pra ela, que a inspirarão é como um liquido... em que as vezes sai de nós mais pastoso e as vezes sai mais diluído...
O.o é... ok, esqueça esse exemplo!
Just write!
KKKK! Não tenho nem o que comentar sobre o exemplo, to rindo aqui. Mas que bom que você gosta quando eu escrevo, eu acredito que tenha percebido a ligeira inspiração nos sofistas... haha. Beijo.
ResponderExcluirNossa ficou muito feliz por você ter gostado do meu blog, adorei seus textos também, sucesso viu?
ResponderExcluirBjos
Belíssimo, você está aprendendo a viajar nas palavras, deixando de lá o tom descritivo de ambientes e mergulhando nos abismo da alma. Só nos sonhos pessoas como nós seremos efetivamente felizes... Acabei de ver um episódio de "A Sete Palmos", lá, quando Kobain se mata alguém diz: Ele era puro demais para este mundo. Talvez este seja o seu problema.
ResponderExcluirAssista Brazil o filme e Estranho no Ninho.
Fiquei surpresa ao ver teu comentário no meu blog. E escolhi esse texto para retribuir a visita porque fiquei impressionada com a qualidade dele. A última frase é perfeita e parece sintetizar a ideia toda que quiseste passar. Parabéns! Voltarei sempre.
ResponderExcluirNair Araújo.