Nestas costas inóspitas encontrei mar, desvendei dia, me cobri de noite e mata virgem verde como aquela grama que conhecia. Descobri o sol e virei lua alta no morro daquelas brumas densas e densas, algodão de minha cama na madrugada. Bebi água do rio salgado de lágrimas selvagens, lágrimas que brotaram da terra sofrida, que caíram do céu inocente e negro como o céu a que todas as noites fielmente eu assistia.
Saudades de minha casa, do meu chão surrado e do corpo meu que lá deitava. Como um náufrago fui fundo no mar de ilusões, me debati nas ondas, me afoguei. Me perdi nos destroços alheios enganado a procurar pelos meus até me descobrir aventureiro, desvendador.
Iludido, isso sim, caí nas teias da tentação. No desejo de ver mar límpido, de sentir as luzes refratarem na íris dos meus olhos. Fui perdição, desgraça de minha alma, me aventurei e encontrei-me sem querer, me descobri costa e nestas costas inóspitas encontrei mar...

Sair do que estamos acostumados a ser, para encontrar algo mais grandioso (que sempre é) como o mar. Não se arrepender, porem mesmo assim, não poder voltar.
ResponderExcluirAssim que me senti lendo seu texto.
Impressionante e estranhamente confuso como descreve locais, que pelo tempo que te conheço, nunca pensei que poderia. Impressionante por impressionar; confuso pelo meu desconhecimento. E ai volto a me impressionar de novo. Anala insubistimavel!!! - ahshash!
Belo texto!
Bjux Cabron!
Hahaha, obrigado tassio. Até eu me surpreendo as vezes em como nós mudamos. Como os pensamentos estão diferentes, os textos mais concisos. E se há anos atrás me mostrassem nossos textos, não diria que seriamos capazes! "Cabrón" Haha.
ResponderExcluir(Acredite ou não, escrevi na aula esse. Tenso.)
A menina de prosa da virando poetisa
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