sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Azul, Cor de Obsessão

   A conclusão chegou como um baque e inundou-a por dentro. Ela sentiu-se desfalecer. Não podia respirar, pensar, reagir, lutar... Só conseguia sentir; sentir uma angústia descontrolável. Ficou enclausurada em um vazio sem fim. 
   De repente, a angústia tornou-se raiva e ela passou a sentir falta de ar. A claustrofobia aparecera novamente, sempre nos momentos mais inconvenientes. A cena que ela havia presenciado tomava proporções grandiosas cada vez mais. Fazia-a lembrar de acontecimentos horripilantes à sua visão. 
   Era um pesadelo, estava vivendo um inferno no paraíso. O vento mudou de direção e passou a transportar areia, passou a cegá-la. A mediocridade e a dissimulação a enojavam. Seus olhos foram tomados de lágrimas incessantes. Sentia o peito queimando internamente, seu coração e pulmões foram reduzidos a nada.
   Queria sumir, parar o tempo, congelar aquelas pessoas insignificantes que a rodeavam. O ódio latejava internamente, ela se contorcia de dor. Houve uma explosão de sentimentos diversos e alternados. Pôde desfrutar de seu egoísmo e possessão. Finalmente.

Um comentário:

  1. O pior de tudo é que você sentiu tudo isso! Muito intensa! você tb é um et. rs

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