segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Constante Companhia

    Ela estava sentada sob a janela enlaçada pelo vento frio do fim do Outono. Estava sob o céu estrelado sem nem perceber. Seus pensamentos voavam tão longe que nem ousava tentar acompanhar, pois sabia que nesse momento não era uma, eram várias que estavam lado-a-lado.
    Tinha sensações estranhas de vazio pleno e constante companhia. Sentia as estrelas, ouvia os aromas e via os cantos dos pássaros da noite. Ela era outra, parecia diferente, o brilho dos olhos mudara e tinha agora uma razão própria de viver.
    Procurava um apoio para as mãos, que, cansadas, se deitavam para trás, a obrigando a admirar o belo céu, que, para ela, não passava de papel de parede para aquele instante. Se sentia segura ali e agora sabia o que queria. Ela não queria dormir, se sentia suficiente por hoje; não queria dali sair, desejava se eternizar por uma noite.

3 comentários:

  1. uaaa, adoro finais felizes solitarios que levam o tempo a reticências... ahshsa foda!

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  2. Noooossa Anala! Muito foda! Depois eu que sou a garota prodígio néé?!

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  3. Gostei, de um modo nos leva a pensar..
    anala garota prodigio..rsrs
    ass: Caxemira..rsrs

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