segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Romântico Assumido

   Já era dez da manhã, salvo poucos dias, esse era o horário que impreterivelmente ele acordava. Os raios do sol já quase que o expulsavam da cama junto com a vontade de se movimentar. O tempo estava frio, parecia não ter se importado com o sol a tentar fazer seu trabalho.

   Antes de qualquer coisa, até mesmo de se levantar, pegara o celular, não só para ver as horas, pois existia uma infinidade de relógios ao seu redor, mas para reafirmar a dona do sorriso de cada manhã estampado em seu rosto. Lia suas mensagens que por falta de coragem não apagava e rapidamente o ânimo lhe vinha.  

   Depois de cuidar de si fazia sempre o mesmo, abria a janela em êxtase, como se naquela brisa pudesse ser levado ao rumo que se queria dar. O corpo permanecia inerte, mas sua alma sabia sempre se dar o direito de se desligar enquanto as memórias perpassavam sua mente até que ela voltasse de seu encontro.

O dia calmo não fazia por reprimir suas vontades que de fato eram sempre as mesmas. Uma nuvem no céu o condenava, pois nela não via nada menos que dois sorrisos enlaçados. O café foi rápido, mas não tanto quanto se arrumara. A pressa era tanta que até adiantado desconfiava estar, mas saíra mesmo assim.

   Na rua as árvores estavam floridas e suas folhas mais verdes. Alguns pássaros voavam em seu encalço soando cantos suaves fazendo a cidade parecer mesmo diferente. Como que adivinhando o horário, sentara na beira da casa que lhe interessava e olhando para o céu, mais uma nuvem agora em forma de anjo, daqueles querubins que se vê logo ao acordar, o condenava.

   Agora eram onze e tudo não passava de uma questão de tempo. Rapidamente se levantara e fingira só estar a esmo, até que a porta se abriu e com ela todas as portas e janelas de seu coração prontas para receber um sorriso daquela que o fazia pulsar.

   Ele recuara alguns passos salvando espaços para poder caminhar e quando fora de casa ela já estava, de surpresa ele aparecera carregando leveza nas palavras.

- Bom dia amor.
- Que surpresa você aqui, bom dia.
- Pois eu só passei pra lhe dizer que te amo...

   As próximas palavras foram suprimidas por um longo beijo apaixonado. Porém elas sabiam esperar pelo dia seguinte, as onze, onde elas iriam em um novo beijo se reencontrar.

3 comentários:

  1. OOOhh... EU QUEROO! hehehe..
    Já não se fazem românticos como antigamente, não é verdade? Por isso, se você achar um remanescente andando por aí, agarre com todas as suas forças e não o deixe partir.
    Acredite. Eu achei um.. e por não valorizar o suficiente, por acreditar mais em uma paixão passageira, o perdi. E acho que foi p/ sempre..
    Acho que as vezes a esmola é tão grande que a gente desconfia, né? =/
    Eu não sei se você já encontrou o seu.. mas, boa sorte!
    Gostei muito do texto.. me fez ter grandes lembranças.. =)

    ps: Claro que eu não me importo! é uma honra! =D

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  2. Sedução total! E quem me disse em um post que eu que era o ser "pseudo-apaixonado" estava errada! Você também é Anala! Ou só se anda amando escondidinha e anda registrando isso nos textos secretamente! ashash... brikadeira my dear!

    Adorei o texto, e é sempre bom ver que o mercado de amores está requerindo pessoas que amam de verdade, e adimitem isso! Pois é, é isso, tomara que essa raridade de pessoas não acabem! Como esse tipo de texto também não pode faltar!

    Bjux My Dear!

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  3. Anala, li seu texto hoje, você simplesmente SAYURIZOU rs
    Bom texto, o seu mais açucarado. Há sim românticos Sayuri, temos ao menos QUATRO aqui, a escritora, eu você e Tássio.
    Bjos.

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