sábado, 14 de agosto de 2010

Divagações





Parei de pensar e comecei a agir; desisti das velhas divagações sobre a vida, que apenas almejavam um fio solto que eu pudesse agarrar e escalar até a mente divina. Me dei por vencida, pontuei todas as minhas vírgulas e decidi, assim, que não preciso encontrar nada mais que justifique minhas premissas.

Parei de ludibriar meus dias com perguntas, deixei de lado os seus mistérios. Me entreguei às ilusões da vida e à sua linha tênue, que me enlaça feroz; pois a vida não quer a minha mente, quer apenas um corpo que se doa à ressonância de suas ondas.

2 comentários:

  1. Muito bonito, dona moça. Decidiste pular dessa passarela? Faz bem, se é cumprindo designações do teu espírito(?). Mas isso depende também da interpretação que se dá.

    Para alguns, pode ser melhor viver na ribeira do rio das coisas. Para outros, é a única maneira possível.

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  2. Mas para outros também o melhor é viver dentro dele! E para no caso o eu-lírico tenho certeza que ele adora ficar nessa tranzição de se jogar várias vezes nesse rio, até encharcar a passarela com os pés molhados. Sentir o vento, no ar; sentir a água, no rio; e voltar pra pular novamente!

    Bjux Cabron!

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