domingo, 1 de novembro de 2009

Mais do que isso.

 
   Não há nada mais envolvente do que ele, nada que cause mais fascínio. Dentre as mais brilhantes perguntas, metade se esbarram em sua sombra que se estende por todos nós e nos encobre de incertezas. Grande Universo que nos abriga sem nem ter o que pedir em troca, pois em um instante ele é tudo e ao contra-tempo não se tem nada.
   Sentada à beira de estrada só perguntas perpassavam sua mente, e as estrelas lá no alto formavam os pontos finais de suas incertas respostas. Era tarde da noite e por ali sequer um carro passava, só se via o dela, encostado embaixo de uma árvore servindo de abrigo para mais uma dentre as bilhões de criações engenhosas deste mundo.
   Voltando a atenção para si, imaginava a razão de ser, de estar, de se encontrar... Ali. Nem mesmo as estrelas poderiam lhe responder, pois sabia, sua luz persistia mas há muito teriam deixado de existir. Eram como ela naquela noite, sua alma persistia, mas há muito estava somente a coexistir.

Um comentário:

  1. Nalosca... Esse seu texto ficou alem do que eu posso ser, você sabe que em questoes literarias você é um universo e eu sou apenas um "plutãozinho"! HAshashh... amei as dimenções do texto, e se for pensar, ele o universo nem sente a nossa existencia... ainda bem que não amamos ele, pq senão seria o amor menos correspondido do universo! Literalmente. Bjux!

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